BOOK DESIGN by Alan Lima - Viver Belo Horizonte

Design gráfico do livro Viver Belo Horizonte.

BOOK DESIGN - Viver Belo Horizonte

DESIGN GRÁFICO/GRAPHIC DESIGN
Alan Lima

FOTOS/PICTURES
Márcio Carvalho

TEXTOS/TEXTS
Airton Guimarães

REVISÃO/REVIEW
Cristina Carvalho


Imagens (de hoje) do tempo

Airton Guimarães
E o sonho dos Inconfidentes se faz realidade. Agora não mais ruelas estreitas e ladeiras íngremes. A exemplo de outras cidades do mundo, como La Plata, na Argentina, cujo traçado urbanístico foi criado antes do seu nascimento em 1882, os membros da Comissão Construtora da Nova Capital, liderada pelo engenheiro Aarão Reis, projetam uma cidade em direção ao novo.

Mineiros, brasileiros, estrangeiros acorrem de todos os cantos aos seus encantos. A cidade aos poucos se expande além dos limites da faixa da avenida do Contorno. Cresce, vertical e horizontalmente.
Década de 1920. Aqui, vindos de São Paulo, comparecem Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade. Os modernistas de lá ao encontro dos de cá Abgar Renault, Emílio Moura, Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade.

Oscar Niemeyer projeta a Pampulha marco da arquitetura moderna brasileira. Uma nova geração de intelectuais surge: Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende, Francisco Iglésias,  Murilo Rubião, Henriqueta Lisboa, Roberto Drummond...

Grupos teatrais, autores, atores, cineastas e artistas se destacam nacionalmente. Amílcar de Castro, a bossa-nova mineira de Pacífico Mascarenhas, o Clube da Esquina, Giramundo e seus bonecos, os corais Ars Nova e Madrigal Renascentista, Grupo Corpo na dança, Grupo Galpão, Uakti na música instrumental, Maria Lúcia Godoy no canto lírico, as bandas Sepultura, Tianastácia, Pato Fu, Jota Quest, Skank. A cultura mora aqui para sempre.

Sua história  costuma ser dividida em quatro tempos. O primeiro, o da época da construção até 1922, a cidade da Comissão Construtora, tal qual a idealizaram. Depois, a cidade modernista, que durou até a década de 50. Veio o terceiro tempo, a cidade em expansão, terminado nos anos 80. A partir da década de noventa, eis o quarto tempo, a cidade centenária. 

Ei-la, pois, hoje. As páginas vão agora se abrir para as imagens de Márcio Carvalho. Registro dessa trajetória centenária, flagrantes do agora em consonância com o ontem e o amanhã. Tempo de vi(ver) Belo Horizonte.
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